Estudantes de Jornalismo conquistam prêmio nacional de comunicação
Trabalhos foram escolhidos como as melhores produções experimentais universitárias do Brasil em cada modalidade

Da direita para a esquerda, os estudantes de jornalismo Marcelo Pedrozo, Danielly Alves, Ingrid Calixto e Felipe Paze com os prêmios conquistados. Foto: reprodução/acervo pessoal
Os estudantes de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Danielly Alves, Marcelo Pedrozo, Ingrid Calixto e Felipe Paze conquistaram três prêmios durante o 49º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, realizado pela Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom) nesta semana, entre 1° e 5 de setembro, em Brasília (DF).
Os trabalhos, produzidos para disciplinas do Curso de Jornalismo da UFSC, foram escolhidos como os melhores do Brasil nas modalidades “Reportagem long form” e “Reportagem em jornalismo impresso”, ambas dentro da categoria de Jornalismo, e em “Programa laboratorial em áudio”, na categoria Rádio, TV e Internet. A premiação ocorreu nesta quarta-feira, 2 de setembro, parte da Exposição de Pesquisa Experimental em Comunicação (Expocom) na Universidade Católica de Brasília — Campus Taguatinga (UCB), sede do congresso neste ano.
Além dos premiados, o Curso de Jornalismo ainda levou outros quatro trabalhos à etapa nacional da Expocom, nas modalidades de jornal-laboratório, website, reportagem em áudio e jornalismo investigativo.
Conheça os trabalhos premiados
Em Silêncio: sobre uma cultura que estupra
Modalidade: RT 01 — Programa laboratorial de áudio
Autora: Danielly Cardoso Alves
Orientadora: Profa. Dra. Isabel Colucci Coelho

“Em silêncio” é uma grande reportagem jornalística em áudio, distribuída em formato de podcast, que investiga a violência sexual no Brasil, com foco no estupro e nos fatores que contribuem para a permanência desse tipo de violência. Dividida em três episódios, a produção combina dados nacionais e estaduais, relatos de vítimas e entrevistas com especialistas em violência, gênero e políticas públicas. A reportagem busca compreender não apenas a dimensão dos crimes registrados, mas também os aspectos legais, culturais, históricos e institucionais que contribuem para a normalização e o silenciamento da violência sexual.
Com linguagem narrativa, a produção foca nas experiências humanas a partir dos relatos e constroi a história com uma combinação entre narração, entrevistas, descrição de situações, música, efeitos sonoros e silêncio. Os episódios abordam, respectivamente, o cenário do estupro no Brasil e a legislação relacionada ao crime; os aspectos estruturais, históricos e simbólicos da cultura do estupro em Santa Catarina; e as consequências da violência para as vítimas e a atuação do Estado após o crime.
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Plano Estratégico de Florianópolis ameaça Turismo de Base Comunitária no Maciço do Morro da Cruz
Modalidade: JO 05 — Reportagem em jornalismo impresso
Autores: Ingrid Calixto e Felipe Paze
Orientadora: Profa. Dra. Jessica Gustafson Costa

Foto: Nathalia Luna / UFSC
A reportagem, produzida para a disciplina de Linguagem e Texto Jornalístico III, apresenta o “Plano Estratégico de Turismo de Florianópolis – Visão 2033”. O documento é uma parceria da Prefeitura de Florianópolis (PMF) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). O Plano estuda e planeja serviços turísticos por meio da implementação da iniciativa privada em mais de 100 espaços públicos da capital.
Com isso, o recorte da matéria é discutir como o Plano da PMF ameaça o desenvolvimento econômico de pequenas empresas periféricas e empreendedores sociais de Florianópolis. Em especial, moradores do Maciço do Morro da Cruz, conjunto de mais de 20 comunidades e 50 mil habitantes majoritariamente negros, que utilizam o Turismo de Base Comunitária (TBC) como uma forma de subexistência. Já que o documento aponta estratégias para privatizar o Mirante do Maciço.
Tal qual a partir da discussão, enxergar o TBC como uma maneira de contar as histórias da população negra de Florianópolis que são apagadas do turismo, mídia comercial e do imaginário de moradores e turistas, que desassociam Santa Catarina à cultura negra do país.
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Deixa Brilhar: Purpurina — O Musical leva arte drag para os palcos do CIC
Modalidade: JO 09 — Reportagem long form
Autor: Marcelo Evangelista Vieira Flores Pedrozo
Orientadora: Profa. Dra. Tattiana Gonçalves Teixeira

A grande reportagem multimídia, produzida como Trabalho de Conclusão de Curso no segundo semestre de 2025, registra os bastidores da remontagem de Purpurina, musical realizado pelo Laboratório de Design, Audiovisual e Transmídia (Labdat) da UFSC. A peça conta a história de uma casa de arte drag que acolhe jovens da comunidade LGBTQIA+, e a reportagem mostra como essas histórias refletem a vida real.
São dez capítulos que misturam texto, áudio e vídeo e narram toda a produção da montagem, desde os primeiros ensaios até a estreia. Utilizando técnicas do jornalismo literário, o trabalho detalha cenas, sorrisos, falas espontâneas e trajetórias pessoais, funcionando como um registro da importância da arte no desenvolvimento pessoal e na busca por identidade, especialmente da arte drag para a população LGBTQIA+.
Assim, o objetivo da reportagem é mostrar, no escopo individual, as marcas invisíveis do preconceito e a sublime sensação de liberdade através da verdadeira expressão de quem se é, tudo isso misturado a dados que comprovam que essas histórias estão longe de ser únicas.
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Fonte: Agecom/UFSC





